quinta-feira, 30 de abril de 2009

Filme de Almodovar - Minha escolha!


Kika – Pedro Almodóvar – 1993

A maquiadora Kika (Verónica Forqué) é casada com o fotógrafo Ramón (Alex Casanovas). Mas ela mantém um tórrido caso com o escritor norte-americano Nicholas (Peter Coyote). Nicholas é o padrasto de Ramón. Kika passa a ser ameaçada por Juana (Rossy de Palma), sua empregada lésbica, e Andrea Caracortada (Victoria Abril), ex-namorada de Ramón e apresentadora de um reality show.

Em 1993 Almodóvar já discutia sobre os polêmicos programas de televisão que invadem a privacidade das pessoas. Os figurinos, inclusive a "roupa-câmera" utilizada por Victoria Abril e o vestido ensangüentado com os seios postiços pulados para fora, são assinados pelo estilista francês Jean Paul Gaultier, autor da roupa polêmica de Madonna que também usava os seios da cantora para provocar.

Kika é o segundo longa de Almodóvar financiado por uma produtora da França, o primeiro foi De Salto Alto (1991). Contesta que seus filmes são bem populares em várias culturas, seus temas são universais.

A habilidade do cineasta Pedro Almodóvar em contar histórias é impressionante. Quase sempre usando uma narrativa não convencional, fugindo do linear, incorporando elementos bizarros e surreais, e personagens esquisitos e originais, transformando enredos relativamente simples (como esse) em filmes muito interessantes. No fundo, todas as películas do diretor madrileno tem uma crítica social fortíssima. Mas sua forma de reclamar é original, foge do lugar comum e busca na originalidade elementos de reflexão.

Pedro é isso, original, polêmico, crítico e surpreendente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ele não está tão a fim de você!


Gigi realmente gostava do cara, mas não consegue saber se ele gostava dela. Ela inventava desculpas, achava que ele está confuso... Até que um dia ela parou de se enganar. Existe uma explicação muito mais simples: ele não está afim dela. Esta é a lição que Gigi aprendeu.


Romântica incorrigível, ela sai com Conor, que simplesmente não liga no dia seguinte. Quando ela vai à casa do bonitão, conhece Alex, colega de quarto de Conor e que tem uma visão muito clara sobre o mundo, empenhando-se em mostrar a verdade para Gigi numa viagem ao complicado mundo da mente dos homens. E esta história promete ficar ainda mais complicada: Conor está namorando uma cantora chamada Anna, mas ela gosta mais de Ben, que é casado com Janine...que trabalha com Gigi! Coloque a chefe das duas, Beth, no meio da história, e você vai ter a comédia romântica mais alucinada de todos os tempos!


Assim é o filme que eu assisti no dia 20 de abril e recomendo!

Todo mundo vai se encontrar em uma daquelas cenas e se idetificar com algum personagem ou apenas algumas atitudes...além de se emocionar, torcer e sair comentando do filme!

domingo, 19 de abril de 2009

A tecnologia é algo maravilhoso e nos ajuda muito em questões que,na idade média, por exemplo eram complicadas e demoradas e hoje, em questão de minutos temos a resolução; ex; fogão, utensílios domésticos e a eletricidade que firmou e fundamentou todas essas outras conquistas maiores.. sem ela, nada disso seria possível.

Em contrapartida, sua excessiva utilização nos causa mal estar fisico, pois pelo muito que a tecnologia nos ajuda, acaba nos atrapalhando; deixamos de caminhar pelas ruas , nós nos acostumamos a só dirigir automóveis, deixamos de nos comunicar pessoalmente, quando muito virtualmente, emails, fones de todos os tipos, etc... Somos atendidos quase sempre por prestadores de serviços robotizados, deixamos d ouvir a palavra humanizada de um atendente e quando a ouvimos, este parece ter se tornado parte da empresa, como um robô também, falando como um boneco ligado á bateria.

Deixem seus comentários sobre o que pensam sobre o assunto. A tecnologia só facilita? Só atrapalha? Tem seus prós e contra? É uma faca de dois gumes? Vamos movimentar esse assunto!

Tatuagem ativa celular implantado sob a pele do braço.



Imagine ter um celular com uma tela que é ativada à pressão na tatuagem sobre a pele e que aparece, desaparece e muda conforme o que você deseja fazer. O conceito de um celular implantado no braço que funciona à base de energia humana, ou seja, o sangue, é a proposta do "Digital Tattoo Interface", que ganhou destaque na Greener Gadgets Design Competition, realizada em fevereiro em Nova York. O dispositivo pode detectar alterações sangüíneas, alertando o dono quando registrar um problema de saúde.


O conceito criado por Jim Mielke envolve uma tela tatuada na pele com tinta eletrônica, equipada com tecnologia Bluetooth. O dispositivo fica aparente ou não, e se transforma dependendo do que o usuário precisa fazer. Ao receber uma chamada, por exemplo, o usuário responde pressionando um pequeno botão tatuado na pele. Durante a chamada, a tela "ganha vida" e mostra a pessoa com quem se fala, como um vídeo digital. Ao encerrar a chamada, a tela desaparece.

A competição de design de aparelhos ecologicamente corretos é uma iniciativa das empresas Core77 e Greener Gadgets. Os projetos inscritos deveriam buscar soluções criativas para questões de energia, saúde e toxicidade, novos materiais, durabilidade de produtos e desenvolvimento social. O grande prêmio da edição 2008 do concurso foi dado a um aparelho fácil de montar que mede a quantidade de energia que outros dispositivos elétricos utilizam.


Mais detalhes sobre o "Digital Tatoo Interface" podem ser visto no atalho http://tinyurl.com/2rbkeh. Outros produtos mostrados na competição podem ser vistos pelo atalho http://tinyurl.com/2kddet

terça-feira, 31 de março de 2009

Um vulto apenas - Zélia vê Jorge Amado pela primeira vez!


Na casa de Aparecida Zélia a encontra no portão se despedindo de um rapaz que estava em trânsito em São Paulo, a caminho da Argentina.
Esse rapaz é jorge Amado. Irá para Argentina em busca de material para uma biografia de Luiz Carlos Prestes, que se encontrava na prisão desde 1936.
Se o desejo de encontrar com Jorge vinha de muitos anos, desde que ganhar um exemplar de um amigo do seu pai: Orestes Ristori, líder anarquista até hoje recordado em São Paulo.
Para escrever a biografia de Prestes, Jorge se via obrigado a sair do país, o motivo pelo qual ia para Argentina, até que retorna de lá e vai preso.
Esse livro iria desempenhar um importante papel na luta contra a ditadura e pela anistia.
De volta ao brasil, Jorge Amado traz originais de mais um livro escrito no exterior: "Terras do Sem Fim.", desembracando no Rio Grande do Sul, na casa do Scliar. Mas sua estadia em terras gaúchas não foi demorada. Preso pela polícia local, enviaram-no de trem para o Rio de Janeiro, acompanhado por um delegado.
Essa foi mais uma das prisões que foi submetido: em 1936 no Rio de Janeiro e em 1937 em Manaus.
" Fui apresentada finalmente, a Jorge Amado durante o 1º Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em São Paulo, em janeiro de 1945." Assim começa o cápitulo em que Zélia descreve esse momento, que infelizmente, ainda não tivera a oportunidade de lhe falar.
A noite no Bambu,no meio muita música, eis que Jorge vai a mesa em que Zélia está e pede para que seus amigos lhes apresente a moça.
Instalado em São Paulo, Jorge que tinha uma filha de 9 anos, ao lado de outros intelectuais, buscava arregimentar o povo na luta pela democracia e convida Zélia para trabalhar com ele no grupo de finanças. Na mesma noite Zélia integra uma caravana que faria comício pela anistia, no bairro da Casa Verde, de intensa vida popular.
Enfim vamos falar do ínicio do namoro.
Jorge escrevia diariamente uma crônica para a Folha da Manhã. Um dia perguntou a ela se tinha o costume de ler as crônicas que escrevia na Folha. Sugeriu que deixasse de ler no dia seguinte...
A crônica era romântica e apaixonada...à noite perguntou se havia lido o que escrevera pensando nela.

terça-feira, 24 de março de 2009

Perda da Auréola


PERDA DE AURÉOLA«
Eia! quê! tu aqui, meu caro? Tu, num lugar reles! tu, o bebedor de quintas-essências! tu, o saboreador da ambrósia! Na verdade, há nisto qualquer coisa que me surpreende.— Meu caro, conheces o meu pavor dos cavalos e das viaturas. Há pouco, ao atravessar o boulevard a toda a pressa, e ao saltar na lama através desse caos movimentado onde a morte avança a galope de todos os lados ao mesmo tempo, a minha auréola, num movimento brusco, caiu-me da cabeça no lodo do macadame. Não tive coragem para a apanhar. Julguei menos desagradável perder as minhas insígnias do que partir os ossos. E depois, disse comigo mesmo, há males que vêm por bem. Agora posso passear incógnito, fazer más acções, e entregar-me à crápula, como os simples mortais. E eis-me aqui, semelhante a ti, como vês!— Devias ao menos mandar anunciar essa auréola, ou fazê-la reclamar pelo comissário.— Por coisa alguma! Acho-me bem aqui. Só tu me reconheceste. Para mais, a dignidade aborrece-me. E também penso com satisfação que algum poetastro a vai apanhar e cobrir-se com ela impudentemente. Fazer alguém feliz, que alegria! e sobretudo um feliz que me fará rir! Ora pensa em X ou em Z! como será divertido!
»Charles Baudelaire, in O Spleen de Paris (Pequenos Poemas em Prosa), trad. António Pinheiro Guimarães, pp. 131-132, Relógio D’Água, 1991.
Fonte: http://antologiadoesquecimento.blogspot.com
Charles-Pierre Baudelaire


Charles-Pierre Baudelaire (Paris, 9 de Abril de 1821 — Paris, 31 de Agosto de 1867) foi um poeta e teórico da arte francês. É considerado um dos precursores do Simbolismo, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX.
Nasceu em Paris a 9 de abril de 1821. Estudou no Colégio Real de Lyon e Colégio Louis-Le-Grand (de onde foi expulso por não querer mostrar um bilhete que lhe foi passado por um colega).
Em 1840 foi enviado pelo padrasto, preocupado com sua vida desregrada, à Índia, mas nunca chegou ao destino. Pára na ilha da Reunião e retorna a Paris. Atingindo a maioridade, ganha posse da herança do pai. Por dois anos vive entre drogas e álcool na companhia da mulata Jeanne Duval. Em 1844 sua mãe entra na justiça, acusando-o de pródigo, e então sua fortuna torna-se controlada por um notário.
Em 1857 é lançado As flores do mal contendo 100 poemas. O livro é acusado no mesmo ano, pelo poder público, de ultrajar a moral pública. Os exemplares são presos, o escritor paga 300 francos e a editora 100, de multa.
Essa censura se deveu a apenas seis poemas do livro. Baudelaire aceita a sentença e escreveu seis novos poemas "mais belos que os suprimidos", segundo ele.
Mesmo depois disso, Baudelaire tenta ingressar na Academia Francesa. Há divergência, entre os estudiosos, sobre a principal razão pela qual Baudelaire tentou isso. Uns dizem que foi para se reabilitar aos olhos da mãe (que dessa forma lhe daria mais dinheiro), e outros dizem que ele queria se reabilitar com o público em geral, que via suas obras com maus olhos em função das duras críticas que ele recebia da burguesia.
Morre em 1867, em Paris, e seu corpo está sepultado no Cemitério do Montparnasse, em Paris.